quarta-feira, 7 de outubro de 2009




“O segredo da vida não é fazer o que gosta, é gostar do que faz”.

Ives Veat

Nascida em 08 de maio de 1938, na cidade de Altamira no estado do Pará, Dairce Pedrosa Torres, filha de Francisco Pedrosa e Diana da Costa Pedrosa, tradicional família da região.

Concluiu o curso primário no extinto grupo escolar Porfírio Neto. Deslocou-se à Belém – Pará, para cursar o ginásio, no colégio Moderno, naquela cidade. Regressando depois a Altamira sentindo saudades da família e da cidade.

Começou seu trabalho como professora em 08 de setembro de 1955, quando tinha apenas 17 anos, no grupo escolar Porfírio Neto, desde cedo era elogiada por sua dedicação aos alunos. Por ocasião da extinção do grupo escolar Porfírio Neto, Dairce iniciou seus trabalhos em 25 de setembro 1967 na Escola Estadual de 1° grau Antônio Gondim Lins – hoje conhecida por EMEF Antônio Gondim Lins -, demonstrando mais uma vez um excelente desempenho com os seus alunos, entrosamento com os pais dos seus alunos e com os seus companheiros de trabalho.

Durante quatro anos lutou contra a doença que a ameaçava. Mesmo doente continuava a prestar o seu trabalho a sociedade, sendo um exemplo de eficiência, pontualidade e dedicação.

Só deixou de exercer o magistério poucos meses antes de vir a falecer.

Professora Dairce Pedrosa Torres faleceu em 09 de julho de 1981, aos seus 43 anos de idade e 26 anos de magistério, deixou cinco filhos, o esposo, dezenas de familiares, colegas de magistério, alunos e pais saudosos de sua presença viva, do seu modo de lidar com todos, de sua colaboração como profissional do magistério na comunidade altamirense.

BIOGRAFIA - PROFESSORA DAIRCE PEDROSA TORRES

“O segredo da vida não é fazer o que gosta, é gostar do que faz”.

Ives Veat

Nascida em 08 de maio de 1938, na cidade de Altamira no estado do Pará, Dairce Pedrosa Torres, filha de Francisco Pedrosa e Diana da Costa Pedrosa, tradicional família da região.

Concluiu o curso primário no extinto grupo escolar Porfírio Neto. Deslocou-se à Belém – Pará, para cursar o ginásio, no colégio Moderno, naquela cidade. Regressando depois a Altamira sentindo saudades da família e da cidade.

Começou seu trabalho como professora em 08 de setembro de 1955, quando tinha apenas 17 anos, no grupo escolar Porfírio Neto, desde cedo era elogiada por sua dedicação aos alunos. Por ocasião da extinção do grupo escolar Porfírio Neto, Dairce iniciou seus trabalhos em 25 de setembro 1967 na Escola Estadual de 1° grau Antônio Gondim Lins – hoje conhecida por EMEF Antônio Gondim Lins -, demonstrando mais uma vez um excelente desempenho com os seus alunos, entrosamento com os pais dos seus alunos e com os seus companheiros de trabalho.

Durante quatro anos lutou contra a doença que a ameaçava. Mesmo doente continuava a prestar o seu trabalho a sociedade, sendo um exemplo de eficiência, pontualidade e dedicação.

Só deixou de exercer o magistério poucos meses antes de vir a falecer.

Professora Dairce Pedrosa Torres faleceu em 09 de julho de 1981, aos seus 43 anos de idade e 26 anos de magistério, deixou cinco filhos, o esposo, dezenas de familiares, colegas de magistério, alunos e pais saudosos de sua presença viva, do seu modo de lidar com todos, de sua colaboração como profissional do magistério na comunidade altamirense.

Hino da Escola

Dairce Pedrosa

Árvore de Bons Frutos

Dairce Pedrosa

És a nossa árvore

Bons são teus frutos

— Frutos do saber!…

Deles os jovens (que estudam)

Só querem bem se alimentar

Não vires plantas dos deuses maus

Nem armadilhas (prontas a disparar)

Contra os que tentam estudando

Teus frutos dia-a-dia apanhar

Dairce Pedrosa

Seja esta árvore

Cheia de frutos

— Frutos do saber!…

Que põe os galhos ao alcance

Dos que desejam teus frutos colher.

O estudante não é um tântalo

(o condenado a passa fome)

Para ver teus frutos lá do chão

E ter os galhos afastados de si

Quando a eles estender as mãos

Dairce Pedrosa

Seja esta árvore

Cheia de frutos

— Frutos do saber!…

Que põe os galhos ao alcance

Dos que desejam teus frutos colher.

Lá… Lá… Lá…

Eleutério Mendes de Castro

Explicação deste poema

Uma poética de texto

A letra (poema) informa a filosofia (como visão de escola ideal) de uma professora experiente – Dairce Pedrosa Torres - que atuou nesta profissão por longo tempo em Altamira, município do estado do Pará, onde reside, também o autor.

Segundo informações, o autor colheu depoimentos de parentes e antigos alunos da dedicada mestra de tantas gerações de altamirense da região do Xingu, espalhados pelo verde vale que o rio banha e penetra através de seus fluentes.

O argumento central do conteúdo do poema, cuja forma poética (vanguardista como o próprio autor) atende inicialmente a um plano melódico, mas não deixa de lado o fazer poético, ou seja, as leis ou princípios da lida literária, diz da pratica ou idéia filosófico-pedagógica da mestra, “a escola tem que ser como uma árvore farta de frutos saborosos que, mesmo sendo imensa (alta), baixa seus galhos para que os mais pequenos dos estudantes possa nela colher a vontade”.

O autor, de muita leitura (o que, aliás, é de fato), universalizou o conteúdo, opondo-o à mitologia grega sobre Tântalo, o jovem que, convidado de propósito pelos deuses pra um banquete e nele, ao provar um licor, não resistir a tentação de furtar a fórmula, dando o motivo que os deuses queriam a fim de castigá-lo, o que acabou acontecendo – Tântalo foi condenado a passar forme eterna.

A condenação se cumpria com os alimentos fugindo. A principal dizia respeito, exatamente, as árvores cujos galhos os deuses afastavam de Tântalo, todas às vezes que ele, com fome, tentavam colher nelas.

A forma do poema é totalmente livre, tanto de versificação quanto de estrofação sem, bem ao estilo do autor, deixar de fora os rimas, as figurações e a animação sutil do ser inanimado. O trabalho dos versos e das estrofes sã, idem, vanguardista: os versos, por exemplo, tombam para oito (8) ou dez (10) silabas em linhas se contarmos em linhas inteiras e os mesmos números em artifício para atender a linha melódica da canção ou do ritmo poético (caso não se saiba que tem música a letra) – eis uma quebra total da normalidade para fugir de comum (sem ter que ser tão radical) e assim incompreendido que tanto atormenta esta geração de novos poetas que surgem no Brasil, principalmente no interior de seus estados.

Veja: 1 – se – jas – es – taár – vo – re (cheia ?) de fru – ta

2 – ar – vo – re – cheia – de – as – ber

(8 e 8 S.M.)

Explicação deste poema feita por Anne Husman.

Hino da Escola

Dairce Pedrosa

Árvore de Bons Frutos

Dairce Pedrosa

És a nossa árvore

Bons são teus frutos

— Frutos do saber!…

Deles os jovens (que estudam)

Só querem bem se alimentar

Não vires plantas dos deuses maus

Nem armadilhas (prontas a disparar)

Contra os que tentam estudando

Teus frutos dia-a-dia apanhar

Dairce Pedrosa

Seja esta árvore

Cheia de frutos

— Frutos do saber!…

Que põe os galhos ao alcance

Dos que desejam teus frutos colher.

O estudante não é um tântalo

(o condenado a passa fome)

Para ver teus frutos lá do chão

E ter os galhos afastados de si

Quando a eles estender as mãos

Dairce Pedrosa

Seja esta árvore

Cheia de frutos

— Frutos do saber!…

Que põe os galhos ao alcance

Dos que desejam teus frutos colher.

Lá… Lá… Lá…

Eleutério Mendes de Castro

Explicação deste poema

Uma poética de texto

A letra (poema) informa a filosofia (como visão de escola ideal) de uma professora experiente – Dairce Pedrosa Torres - que atuou nesta profissão por longo tempo em Altamira, município do estado do Pará, onde reside, também o autor.

Segundo informações, o autor colheu depoimentos de parentes e antigos alunos da dedicada mestra de tantas gerações de altamirense da região do Xingu, espalhados pelo verde vale que o rio banha e penetra através de seus fluentes.

O argumento central do conteúdo do poema, cuja forma poética (vanguardista como o próprio autor) atende inicialmente a um plano melódico, mas não deixa de lado o fazer poético, ou seja, as leis ou princípios da lida literária, diz da pratica ou idéia filosófico-pedagógica da mestra, “a escola tem que ser como uma árvore farta de frutos saborosos que, mesmo sendo imensa (alta), baixa seus galhos para que os mais pequenos dos estudantes possa nela colher a vontade”.

O autor, de muita leitura (o que, aliás, é de fato), universalizou o conteúdo, opondo-o à mitologia grega sobre Tântalo, o jovem que, convidado de propósito pelos deuses pra um banquete e nele, ao provar um licor, não resistir a tentação de furtar a fórmula, dando o motivo que os deuses queriam a fim de castigá-lo, o que acabou acontecendo – Tântalo foi condenado a passar forme eterna.

A condenação se cumpria com os alimentos fugindo. A principal dizia respeito, exatamente, as árvores cujos galhos os deuses afastavam de Tântalo, todas às vezes que ele, com fome, tentavam colher nelas.

A forma do poema é totalmente livre, tanto de versificação quanto de estrofação sem, bem ao estilo do autor, deixar de fora os rimas, as figurações e a animação sutil do ser inanimado. O trabalho dos versos e das estrofes sã, idem, vanguardista: os versos, por exemplo, tombam para oito (8) ou dez (10) silabas em linhas se contarmos em linhas inteiras e os mesmos números em artifício para atender a linha melódica da canção ou do ritmo poético (caso não se saiba que tem música a letra) – eis uma quebra total da normalidade para fugir de comum (sem ter que ser tão radical) e assim incompreendido que tanto atormenta esta geração de novos poetas que surgem no Brasil, principalmente no interior de seus estados.

Veja: 1 – se – jas – es – taár – vo – re (cheia ?) de fru – ta

2 – ar – vo – re – cheia – de – as – ber

(8 e 8 S.M.)

Explicação deste poema feita por Anne Husman.